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Tecnologia local beneficia a produção da borracha

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01aaseringaAmeaça a produção de borracha, o fungo Microcyclus ulei pode se tornar em breve um mal superado no Estado. Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea) promete combater a praga, que é um empecilho para a expansão da haveicultura (cultura da seringueira) na região.

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Tecnologia da Embrapa no AM torna viável o cultivo de seringueira na Amazônia

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01seringueirasembrapaTecnologia desenvolvida pela Embrapa Amazônia Ocidental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), permite viabilizar o cultivo de seringueira na Amazônia, a partir de uma combinação de enxertias de seringueira altamente produtivas em látex com clones de seringueira com a copa resistente ao mal das folhas.

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Estudo traz esperança de controle de debilidade de vasos sanguíneos

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01vasossanguineosA fragilidade de vasos sanguíneos é um problema que causa grande número de distúrbios, tais como doenças cardíacas, crescimento e disseminação do câncer, inflamações e doenças respiratórias.

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Índios usam smartphones para proteger a floresta do desmatamento

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A equipe do Cidades e Soluções foi a Rondônia conhecer de perto um projeto inédito no mundo: uma curiosa parceria entre os índios suruís e técnicos da Google. De um lado, conhecimento ancestral da floresta. Do outro, o domínio da tecnologia para múltiplos usos.Os índios chegaram primeiro, há quase 10 mil anos, e resistiram a sucessivos massacres desde que os primeiros portugueses desembarcaram no Brasil. O número de índios mortos por doenças transmitidas pelos colonizadores ou dizimados em conflitos pode chegar a milhões. Hoje, de acordo com o último censo, restam pouco mais de 800 mil indígenas no país.

O primeiro contato com os índios Paiter-Suruí foi traumático. Quase toda a aldeia foi dizimada durante a construção da BR-364, Cuiabá-Porto Velho. A principal fonte de renda da tribo já foi a venda de madeira da própria reserva. Mas essa realidade começou a mudar há um ano e meio, quando Almir Suruí foi eleito o novo líder da tribo. Ele explica que os índios da aldeia querem proteger o território a partir de parcerias com o governo, ONGs e utilizando tecnologia.Almir Suruí não consegue ficar muito tempo na aldeia. Já viajou por 31 países à procura de apoio para o projeto “Suruí 50 anos”. Escolhido pela revista americana Fast Company como uma das cem lideranças mais criativas do mundo, Almir Suruí visitava os Estados Unidos, quando decidiu bater na porta da Google, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. O diretor da equipe de conservação da Amazônia, Vasco Van Roosmalen, acompanhou o índio e lembra que a primeira conversa durou mais de três horas.

A engenheira de software e gerente de projeto comunitário da Google Rebeca Moore lembra com emoção da primeira vez que viu o território suruí na tela do computador a partir de imagens de satélites: uma mancha verde estava cercada de desmatamento por todos os lados, 248 mil hectares preservados de floresta entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. Rebeca destaca a importância do significado da palavra “socioambiental”, que não existe em inglês.
Nas mãos dos índios suruís, celulares têm outras funções. Na floresta, para cada movimentação estranha ou presença hostil, eles foram treinados especialmente para registrar a imagem e rastrear via satélite, com a ajuda do GPS, a localização exata, por exemplo, de um madeireiro ilegal. Essas informações são enviadas para as autoridades competentes, como a Polícia Federal e a Funai. Índios também registram nos aparelhos todas as espécies animais e vegetais. É o biomonitoramento da reserva suruí.
Americanos vieram de longe para lançar uma plataforma digital inédita inspirada num pedido dos índios. O mapa cultural dos suruís inspirou um novo software que será disponibilizado gratuitamente para o mundo até o final do ano. Quando um não fala a língua do outro, quem torna a conversa possível é o computador, com uma ferramenta do Google que faz a tradução automática.
Os suruís celebram os novos tempos relembrando antigos rituais, como danças. Corpos são pintados com tintura de jenipapo, que leva no mínimo duas semanas para sair. Uma das razões mais importantes para toda essa festa é que os suruís se tornaram o primeiro povo indígena do mundo a ter um projeto certificado de carbono.
Vasco Van Roosmalen conclui que o trabalho está contribuindo a diminuir mudanças climáticas a partir da proteção das florestas e acrescenta que esse é o primeiro projeto no Brasil que faz isso, e o primeiro projeto liderado por indígenas no mundo.
O líder Almir Suruí comemora a parceria: “As pessoas estão vendo como um povo indígena pode lidar com tecnologia. Pra nós, é um grande orgulho criar uma consciência de que tecnologia é pra construir o futuro, não é pra estragar, não é pra colocar qualquer informação inútil para a nossa humanidade. Podemos refletir como melhorar ou criar um novo modelo de fazer o nosso planeta mais sustentável”.

Fonte:g1.globo.com

Pesquisa revela a péssima qualidade da água no estado do Amazonas

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01acachoeirasA água que chega à casa de 1,6 milhão de habitantes de 59 municípios do Amazonas está fora dos padrões de qualidade para o consumo. A conclusão está no relatório produzido pela Associação Amazonense dos Municípios (AAM) visando a elaboração dos Planos Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) e dos Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB). Ficaram fora dessa pesquisa os municípios de Manaus, Boca do Acre e Juruá. O estudo resultou no diagnóstico sanitário e ambiental de cada município.

A pesquisa apontou que 91% dos municípios têm sistema de abastecimento de água, mas nenhum atende aos padrões de consumo estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Segundo a AAM, os municípios que ficaram fora da pesquisa estão trabalhando o próprio plano. A deficiência na qualidade da água foi identificada durante os trabalhos de elaboração do Programa de Apoio à Elaboração dos Planos Municipais de Saneamento e de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos dos Municípios do Estado do Amazonas (Plansan) e ainda apontou números que, segundo a AAM, não são favoráveis.
No serviço de esgotamento sanitário, por exemplo, a pesquisa revelou que 62% dos municípios não contam com a assistência e apenas Maués e Presidente Figueiredo têm o sistema.
Segundo o presidente da AAM, Jair Souto, a lei 12.305, de 2 de agosto de 2010 exige que os municípios de todo o País tenham o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.
O prazo de dois anos estabelecido na lei para que as cidades criem o plano está prestes a expirar e pela primeira vez 59 dos 62 municípios do Amazonas terão o próprio plano. Ele indica as ações para melhorar o abastecimento de água, drenagem e esgotamento sanitário, além de sugerir melhorias para os lixões.
Para Souto, o diagnóstico é um avanço e já serve de exemplo para outros Estados. Ele explica que o intuito era identificar a verdadeira realidade do problema, criar soluções e buscar recursos para executá-las.
Os planos dos primeiros 16 municípios já estão prontos. Eles serão divulgados até o próximo dia 2 agosto. Após a entrega, o plano seguirá para a Câmara Municipal de cada município, onde será discutido pelo prefeito e a população local até ser aprovado. A entrega dos outros 43 planos coincidirá com Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, comemorado no dia 5 de junho.
Dados reais exibem situação grave
O mapeamento dos problemas de saneamento em 59 municípios do Amazonas custou R$ 2,8 milhões. Cada município entrou com R$ 45 mil e o Governo do Estado com R$ 1 milhão. O documento foi elaborado com a participação de engenheiros, cientistas sociais, advogados, entre outros profissionais que estiveram em cada cidade para conferir a realidade do saneamento.
A visita in loco às cidades do interior revelou uma distância enorme entre a realidade dos dados repassados pelas concessionárias e prefeituras que administram o serviço e o cenário real que os profissionais encontraram nos locais.
No quesito drenagem urbana as informações repassadas à AAM dão conta de que 29% dos municípios têm o serviço, mas após a visita constatou-se que o número real corresponde apenas a 6%. Na coleta de resíduos sólidos ocorre o mesmo. Os dados informados dizem que 84% dos 52 municípios têm a coleta de resíduos, quando, na verdade, o número é de apenas 28%. Outro dado preocupante é que apenas em 17% dos municípios os garis que atuam na limpeza pública das cidades trabalham em condições de segurança.
Política Nacional
A lei 12.305 estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos e cria a obrigação de cada município instituir um Plano de Gestão Integrada até agosto deste ano.
Saneamento
A lei 11.445/2007 diz que saneamento básico é o conjunto de ações que envolvem as áreas de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Fonte:acritica.uol.com.br