De acordo com o estudo ‘Indução da esteatose hepática com ração experimental e tratamento com Endopleura Uchi’, o Uxi Amarelo (Endopleura uchi) pode ser usado no tratamento da esteatose hepática, doença popularmente conhecida como gordura no fígado. A pesquisa é realizada pelo 8º período do Curso de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da bolsista do Programa de Apoio à Iniciação Científica da Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), Natasha Valois Castelo.
Saúde
Estudo avalia uso de planta amazônica na redução de doença do fígado
- 04 Dezembro 2012
- Júlio Sergio Aires
Indígenas da região amazônica recebem atendimento médico de militares
- 01 Novembro 2012
- Júlio Sergio Aires
A partir de segunda-feira (5), a Operação Curumim 2 começa a prestar atendimento médico aos índios da região amazônica. De acordo com o Ministério da Defesa, as tropas do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB) darão apoio logístico durante 30 dias para que as equipes do Ministério da Saúde possam atender a 17.294 índios de 14 aldeias.
Anvisa pode pedir ajuda a Estados para atuação em portos
- 25 Julho 2012
- Júlio Sergio Aires
As autoridades sanitárias dos Estados e dos municípios poderão assumir as atribuições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em caráter emergencial, caso haja prejuízo nos serviços por causa da greve dos servidores do órgão.
Médico alerta para os perigos do tratamento caseiro contra a sinusite
- 11 Julho 2012
- Júlio Sergio Aires
Doenças respiratórias afetam uma em cada sete pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Causada por uma inflamação nos seios paranasais das vias aéreas, a sinusite causa sofrimento e é cercada de mitos a respeito de sua prevenção e tratamento. Um otorrinolaringologista, explicou como funciona a doença e revelou o método recomendado para tratá-la.
Formado em medicina há quase 12 anos, Dr. Álvaro Siqueira é otorrino há 8. De acordo com ele, hoje, não é mais possível desassociar a sinusite da rinite. A ‘rinossinusite’, termo utilizado pelos médicos para nomear a doença, tem diversas origens. “Uma crise de rinossinusite pode ser causada por um resfriado ou uma gripe simples, ou por um vírus, alergia, bactéria, ou em casos mais raros, por fungos”, disse .O médico explicou como as crises começam. “Quando, por exemplo, uma pessoa sai de um ambiente quente e vai para um local com ar-condicionado, a secreção que se forma dentro do nariz naturalmente vai ficando cada vez mais espessa e, com o acúmulo constante, expeli-la é extremamente incômodo”, disse.
A estudante Carliane Silva, de 18 anos, sofre com a sinusite, e diz que se trata de uma forma natural, com uma raiz muito utilizada para fins medicinais na Amazônia. “Quando estou gripada sinto dores de cabeça muito fortes, meus olhos incham e doem. Aí minha mãe pinga andiroba no meu nariz. Melhora, mas arde muito”, conta Carliane.
Segundo Dr. Siqueira, o tratamento mais recomendado para a rinossinusite é a lavagem com solução fisiológica, que pode ser encontrada em qualquer farmácia. Além disso, o médico diz que o tratamento utilizado por Carliane não é recomendado pelos médicos. “Não recomendamos o uso de andiroba nem de cabacinha, raízes que ganharam fama por supostamente combater a sinusite, o que não é verdade. Elas apenas causam uma irritação química dentro do nariz. Muitas vezes, a pessoa se cura porque o curso natural da doença se encerra e ela pensa que é por causa desses medicamentos naturais”, afirmou.Outro medicamento muito utilizado por boa parte da população é a solução nasal vendida nas farmácias, que segundo o médico, em alguns formatos, se não usada com cautela, pode gerar problemas maiores ao paciente. “Algumas versões desse medicamento contém uma substância chamada nafazolina, que se utilizada de forma irresponsável, pode viciar o organismo do paciente, aí o que era pra ser a cura se torna um problema. Além disso, é perigoso que pacientes com problema de pressão arterial utilizem esse medicamento. A pesso só deve utilizar esse tipo de medicação mediante prescrição médica”, alertou.
Remédios com cânfora, muito populares no mercado, também não são recomendados pelos médicos, segundo o Dr. Siqueira. “A única forma de tratamento comprovadamente eficaz é a lavagem com solução fisiológica”, frisou.
Outra que sofre com a sinusite é a jornalista Vládia Coêlho, de 30 anos. “Geralmente, meu nariz sangra e tenho dor de cabeça, às vezes falta de ar, irritação na garganta, dor no corpo e moleza”, conta.
Como toda pessoa que sofre com a doença, ela conhece alguma receita oriunda da sabedoria popular para chegar até a cura. “Já ouvi falar que botar o cravo da Índia (popular cravinho) para ferver, deixar no sereno da noite e tomar banho com a água pela manhã faz a sinusite desaparecer”, disse.De acordo com o Dr. Álvaro Siqueira, este tratamento não tem eficácia comprovada pela ciência. “Pode ser até que haja uma dilatação das vias aéreas por causa da temperatura da água, mas de fato, não há nenhum estudo que prove que isso funciona”, atestou.
Ainda segundo o Dr. Siqueira, são raros os casos de pacientes que realmente têm a sinusite crônica. “Muita gente chega ao consultório dizendo que tem sinusite, mas não tem. Eu diria que mais de 90% da população mundial tenha crises de sinusite e não a forma crônica da doença. Pessoas que tem somente crises, passam um ou dois dias com a doença que logo se encerra. Há casos extremos de sinusite crônica que são tratados até mesmo com antibióticos. Mas esses casos são a minoria no mundo”, explicou.
A cirurgia de correção de septo, só é feita em último recurso, como explica o Dr. Álvaro Siqueira. “A cirurgia só é recomendada quando a anatomia do nariz favorece o aparecimento da doença, como por exemplo, quando há hipertrofia dos cornetos, ou hipertrofia das adenoides e outras anomalias do gênero. Porém, a cirurgia só é feita em último caso. Enquanto é possível, tratamos com remédios, até porque para que a cirurgia seja feita, é preciso que seja aplicada anestesia geral, e por esse e outros fatores evitamos ao máximo este procedimento”, alegou.
O médico encerra dizendo que as melhores e mais seguras formas de tratamento da sinusite, rinite ou rinossinusite são as recomendadas pelos médicos. “O melhor é sempre consultar um otorrino e se tratar da forma correta”, recomenda.
Fonte:g1.com.br
AM tem baixo desempenho em avaliação da saúde pública, diz CFM
- 26 Junho 2012
- Júlio Sergio Aires
Amazonas apresentou baixo desempenho na avaliação da qualidade dos serviços públicos de saúde realizada pela Caravana Nacional da Saúde 2012, coordenada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O estado obteve 5,2 pontos. Os dados foram divulgados, na segunda-feira (25), na sede do Conselho, com a participação de representantes dos conselhos regionais.
Segundo o balanço, a média nacional foi 5,29, numa de zero a 10. O Mato Grosso foi o estado com nota mais alta, 7,3, e a pior no Espírito Santo (2.07). A caravana ouviu cerca de 500 pessoas em 43 municípios de 13 estados do Brasil. A pesquisa captou percepções sobre a saúde pública. Cinco estados da região Norte foram avaliados.
De acordo com o coordenador da caravana, Ricardo Paiva, a Caravana Nacional da Saúde percorreu, durante dois meses, cidades com os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.
A Caravana teve como foco a saúde, mas levou em consideração condições de habitação, coleta de lixo, combate à violência e uso de drogas. Entre os estados no Norte que passaram pela avaliação estão o Acre (nota 5,0), Amapá (5,2), Rondônia (4,3) e Tocantins (nota 5,6).
O vice-presidente do CRM de Rondônia, Almerindo Brasil, disse que os dados da avaliação serão encaminhados para as secretarias de saúde, Ministério Público Estadual e Federal, e ainda para o prefeito do município onde a avaliação foi realizada. " Um relatório da situsação será encaminhado", disse ele.O diretor de fiscalização do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM/AM), Antônio de Pádua, acompanhou a caravana durante a pesquisa. Ele lamentou a situação da saúde no interior do Amazonas. "Não há estrutura adequada. Não tem equipe suficiente, não só de médicos. Faltam enfermeiros, técnicos de enfermagem, bioquímicos farmacêuticos e medicamentos.
Fonte:g1.globo.com



