Entre robustos troncos que a correnteza acompanha,
Na tranqüilidade aparente do astuto remanso,
Ou nas bravas ondas do banzeiro indomável,
Elevaram-se as copiosas árvores que cunharam a força e glória deste povo generoso.
Como a luz prateada da lua que banha as águas desse leito caudaloso,
Tal qual o carinho da mãe que asseia seu filho,
Esse rio maravilhoso zela por sua menina,
Humaitá, princesa do Madeira.
Na batalha foste forte,
Pau atravessado na etnia parintintin,
No tupi é pedra negra,
Até papagaio pequeno já ouvi.
De tuas entranhas colheram-se frutos.
Dos frutos, vigor.
Do vigor, coragem.
Da coragem, esplendor.
Esplendorosos, pois, teus filhos são,
Tal qual o pequeno igapó isolado quando a vazante apressa.
Astuto, inteligente, misterioso,
Valente, atraente e perigoso.
Na política, os melhores,
Dos poetas, o príncipe,
Que concebido no paraíso,
Em Humaitá foi parido.
Se a pátria é amada,
Se a terra é dourada,
dos filhos desse solo,
és mãe gentil.
Toní Guimarães



