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RIO MADEIRA - Toní Guimarães

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Entre robustos troncos que a correnteza acompanha,

Na tranqüilidade aparente do astuto remanso,

Ou nas bravas ondas do banzeiro indomável,

Elevaram-se as copiosas árvores que cunharam a força e glória deste povo generoso.

 

Como a luz prateada da lua que banha as águas desse leito caudaloso,

Tal qual o carinho da mãe que asseia seu filho,

Esse rio maravilhoso zela por sua menina,

Humaitá, princesa do Madeira.

 

Na batalha foste forte,

Pau atravessado na etnia parintintin,

No tupi é pedra negra,

Até papagaio pequeno já ouvi.

 

De tuas entranhas colheram-se frutos.

Dos frutos, vigor.

Do vigor, coragem.

Da coragem, esplendor.  

 

Esplendorosos, pois, teus filhos são,

Tal qual o pequeno igapó isolado quando a vazante apressa.

Astuto, inteligente, misterioso,

Valente, atraente e perigoso.

 

Na política, os melhores,

Dos poetas, o príncipe,

Que concebido no paraíso,

Em Humaitá foi parido.

 

Se a pátria é amada,

Se a terra é dourada,

dos filhos desse solo,

és mãe gentil.

 

 Toní Guimarães