O aumento do valor das tarifas de energia é alvo de protesto em Rondônia. Consumidores da Eletrobrás, empresa responsável pela distribuição no Estado, denunciam que os valores das contas em junho triplicaram após a troca de relógios. Um caso que gerou ações contra a concessionária na Justiça e centenas de reclamações na Central de Atendimento da empresa.
O problema atinge inclusive beneficiários do programa social Bolsa Família, que deveriam pagar valores reduzidos. “Eu pagava apenas R$ 15 reais, mas este mês vieram duas contas: uma no valor de R$ 150, vencida dia 11, e outra de R$ 600, com vencimento para dia 13. Eu recebo R$ 160 da Bolsa Família e não tenho condições de pagar um valor tão alto”, lamenta a dona de casa Anita Alves.
Francisco de Melo, morador da zona Leste da capital, diz que a fatura de energia da residência com apenas quatro cômodos, eletrodomésticos básicos e dois pontos de luz custava em média R$ 80 por mês, mas este mês a cobrança chegou no valor de R$ 250. “Eu fui reclamar, mas não resolveram nada”, conta o morador.
Em Ariquemes, município a 200km de Porto Velho, a Defensoria Pública impetrou ação civil contra a empresa por usar medida em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor e a resolução da Aneel, ao retirar o aparelho por possíveis irregularidades para submetê-lo a uma perícia unilateral e estipular um valor a ser pago pelo proprietário da residência.
Assim como Francisco de Melo, vários outros consumidores reclamam do valor que disparou este mês. “Por conta da demanda, já dobramos a quantidade de atendentes e ampliamos o horário de atendimento em todas as lojas”, declarou o procurador da presidência da Eletrobrás, Efraim Cruz. Segundo ele, o volume de reclamações é reflexo da troca no serviço de leitura das contas.
Segundo ele, antes o serviço era prestado pelos Correios, mas os problemas eram constantes, o que gerava uma análise por média, ou seja, o valor do consumo mensal era calculado baseado nos últimos meses. Mas em fevereiro a Eletrobrás licitou e contratou uma nova empresa para realizar os trabalhos. “A legislação nos permite fazer essa leitura. Mas devido os transtornos causados, a empresa não está cobrando juros, multas e nem incluindo o nome ao Serasa. Esses valores ainda poderão ser parcelados”, explicou o procurador.
Fonte:portalamazonia.com.br



